Posted in Uncategorized on Janeiro 4, 2012 by acaotica

Lobao na agulha. Lá se vai mais um maço de cigarros. Um gole quente de vodka gelada. Um amor que ficou no meio do caminho. Sente o amargo no paladar, ja nao se sabe se é por causa do cigarro ou da vodka ou da vida mesmo ou

Há quanto tempo o tempo nao passa aqui? Há quanto tempo a cabeça entrou numa viagem sem volta? Mais um gole mais um cigarro mais um ano da vida que se desperdiça por degustar dos dissabores.

 

Lagrimas e chuva.

Posted in Uncategorized on Novembro 20, 2010 by acaotica

Olha só eu to cansada. Nem comecei a vida ainda e já estou cansada. Cansada de ouvir as mesmas coisas, das mesmas pessoas que fazem as mesma coisas todos os dias. A vida pra eles deve ser um dejavu escroto. Eu não quero falar, não quero ouvir, só quero sentar num lugar bem quieto e curtir a minha solidão. Longe de tudo e de todos. Só eu e a branda e merecida solidão. Eu sei bem qual é o problema que vêem na solidão, e porque fogem tanto dela. É medo de se deparar consigo mesmo, e ter que aceitar que não é perfeito e ainda por cima, encontrar-se e no meio do caminho enlouquecer. Eu não, eu sei dos meus erros, não me arrependo deles. Não mesmo. E a loucura é necessaria, ou melhor, imprescindivel.

Imunização Racional.

Posted in Uncategorized on Outubro 24, 2010 by acaotica

Chegou e mexeu comigo, não posso negar. Mas também não posso negar que há marcas e feridas mal cicatrizadas dentro de mim. Não, não posso e nem devo. Arrombou a porta e mexeu comigo. Eu poderia prosseguir, perdoar e prosseguir. Mas o medo do passado que me assombra me fez desisitir. Pois é, desisti no meio do caminho. Mas dessa vez não houve marca alguma, porque dessa vez eu usei a razão e não o sentimento. Obrigada amor, você me faz endurecer e petrificar cada vez mais. Você pode me chutar de um lado para o outro e até me empurrar do abismo, porque eu não sinto nada. Em uma proporção grotesca eu deixei de ser um animal sentimental. Agora é a razão que me domina o sentimento não cabe mais aqui. Parabéns amor, essa é pra você que me fez virar mais uma cretina nessa vida.

Desabafo!

Posted in Uncategorized on Outubro 10, 2010 by acaotica

Vou contar o que me derrubou hoje. Conto mesmo se você quer saber. Todo choro entalado na minha garganta, escorreu na madrugada. Um pranto tão forte, que me custou um dia inteiro jogada na cama pra rescuperar minhas forças. Mas vamos ao motivo. Preconceito, esse é o motivo. Assim como para um negro ser negro até a decada de 60 nos Eua era foda , era dolorido saber que não era considerado igual aos outros, não podia frequentar os mesmos lugares que os brancos, é foda pra um gay ser um gay. Dói no fundo do meu coração, saber que eu não posso andar de mãos dadas com alguém que eu amo, porque só falta me apedrejarem. E por quê? Me respondam por que Nós não somos iguais ao outros? A gente é feito de musculos, ossos, ligamentos e sangue, igual a todo mundo. E me falam que o problema vai ser quando eu enfrentar a vida de frente. Os problemas da “vida” só existem porque a aversão e idiotice está dentro de cada preconceituoso, aí está o problema. Fico pensando, na Antiguidade Greco-romana isso era natural, e daquela epoca sairam os maiores pensadores, que nos influenciam até hoje. É só mais um paradoxo. Assim como pra um preconceituoso é nojento ver duas pessoas do mesmo sexo juntas, pra mim é nojento saber que essas pessoas existem. E se um dia eu for obrigada a ser igual a esse bando de verme, os mesmos neoconservadores que fodem a vida da gente, eu prefiro o suicídio. Eu vou lutar pelo meu ideal até o fim, e não vou levantar porra de bandeira colorida nenhuma, porque eu sou igual a todo mundo, heteros não levantam bandeiras por serem heteros, e não faz sentido eu levantar por ser homosexual.

sit and drink pennyroyal tea

Posted in Uncategorized on Setembro 18, 2010 by acaotica

Sinto um vazio muito forte aqui dentro. Como se tudo fosse oco, e só escutam a minha voz gritanto desesperadamente por abrigo, por ajuda. Grito mesmo, jogo tudo pro alto. É foda a sensação de estar chegando a hora deles me pegarem para a escravidão fingindo que se importam comigo. Não quero de jeito nenhum, ser mais uma filha da puta que trabalha que nem um camelo, vive só pra isso, e ninguém nunca sabe quem é, sabe que é apenas um ser trabalhando para comprar. Falemos de solidão. Aquela que bate forte á noite. Aquela que dói, por saber que não tem ninguém pra eu acreditar que é meu. Elas até tentam, mas eu canso. Um dia acho que estou apaixonada, no outro não quero nem olhar pra cara da pessoa. Ah, como é ruim. Um dia me disseram que a felicidade está nas coisas pequenas, que se fodam as coisas pequenas, as grandes e o caralho a quatro. Quero mesmo é gritar, cuspir todos os meus demônios no publico, com uma unica canção. Como todos os meus idolos fizeram. E estranhamente morreram cedo. Uma vez eu li em um livro que só quem pensa na morte são os imaturos. Sou imatura demais. Queria entender qual é o segredo de tudo isso. E só de pensar em tudo, me aperta o peito. Me dá vontade de chorar quando paro pra pensar e vejo que sou cheia de dúvidas. Ás vezes até choro um pouquinho, um choro calado, quase um cochicho, mas dentro de mim é um pranto, um barulho enorme que faz estourar os timpanos. Sempre escrevo assim, sem mais nem menos, sem pensar. Ás vezes erro as palavras, não expresso exatamente o que quero. Mas quem consegue escrever como uma formiga se sente no meio de um abismo sem fim, carregando suas bolas de cristal nas costas. Ora mas que bagagem pesada!

Meus casos de Bovarismo

Posted in Uncategorized on Agosto 29, 2010 by acaotica

Começa assim, sem um começo. É sem um começo e sem um final. Na verdade nada existiu pra mim, ou pra você. Tanto faz foda-se. Queria que começasse assim, a garota que se apaixona pela outra e tudo acaba feliz, ou seja acaba como no romantismo, não acaba. Mas outra finge ser tão fiel, que acaba por enganar a primeira, e não é mais romantismo é realismo. A primeira com seu “salto mortal de iniciante” acredita em tudo. Ela nem imagina que tudo ia acabar como no “Madame bovary”, ou no “Primo Basílio” o primo é mais tosco, por que é cópia. E o caso de bovarismo é uma cópia, de tudo que a outra viveu, viveu, se fodeu e acabou por querer descontar na primeira o que sofreu com os casos de bovarismo da otra. A Sofredora, que no caso é a narradora, por um momento pensou em cair na história de Gustave flaubert, como esse filho da puta planejou por dias a fio, mas não foi o suficiente. E nada acabou, nem um sangue, nem uma morte, só a merda, a merda da história que nem vai entrar pra história, que é só mais uma “Estória romantica” como cazuza escreveu. Eu não sou nada, você não é nada, você nem pensa por si só, e estou aqui tomando meu café e arrumando um jeito dessa ferida nunca cicatrizar, é gostoso, adoro a dor, sadomazoquismo crônico.

Alone in the enola.

Posted in Uncategorized on Agosto 19, 2010 by acaotica

As pessoas andam em grupos pra afastar a solidão. Bobagem! A solidão é permanente e ocupa todo os ser. E ela aflora na escuridão, longe da orda.

Com os pés na areia vejo todos passarem rindo, sorrindo, e é tudo passageiro. Fico imaginando o que se passa na cabeça dos outros, acabo rindo também. A solidão me acompanha, ri comigo anda comigo. Me pede um cigarro. Mais um trago. Lá na frente uma igreja. Casamento. Todo aquele papo de solidão denovo. Noiva feia, haja photoshop.

Continuo andando, mais um trago e mais uma vez repito comigo “Sorriu tentando controlar a própria loucura” mais ou menos assim uma frase do cainho, senti o gosto dos morangos mofados na minha boca. Me canso das pessoas, ando na avenida no sentido contrário dos carros.

Adrenalina! O vento batendo nos cabelos, faróis acesos perto de mim, ouço todos os tipos de xingamentos. Característica típica de cidade grande. Mais um trago mais cainho, volto pra casa e fico na janela, só observando eu me cansar gradativamente das pessoas, de todas elas.

Posted in Uncategorized on Agosto 19, 2010 by acaotica

Gente, o blog está meio abandonado, mas eu estou escrevendo bastante e logo mais tem novidades por aqui.

Obrigada.

Posted in Uncategorized on Agosto 11, 2010 by acaotica

3 horas da manhã. Insônia do cacete. Me viro de um lado para o outro, tudo dói.

-Quem tá ai? Responde porra vai, responde. Quem tá ai? eu não tenho medo não, vai se fuder.

Esquizofrenia ataca sempre a essa hora.. tsc. Baudelaire não me ajuda nada, só piora. Piora a cada dia, todos os dias.

Epilogos e finais

Posted in Uncategorized on Julho 8, 2010 by acaotica

Cansei de me sentir vazia. Resolvi buscar no passado as respostas pra tudo isso. Falei “eu te amo” sem amar. Fui chutada denovo. Enganada pela vida, que cuspiu em minha cara me fazendo acreditar que sonhar daria certo. Me sinto desdruida ao mesmo tempo vencedora. Não encontrei ainda um abrigo em um outro alguém. Fiquei traumatizada. Ano passado foi banho de agua fria. E eu entrei em hipotermia. O metabolismo funcionando devagar quase parando. O amor não metabolisou em mim ainda. Estou esperando alguém me tirar desse quase “coma”. Achei que dessa vez daria certo. Cansei de dar murro na ponta da faca. Vou jogar tudo pro alto mesmo. Não tenho nada a perder. Cansei de ser uma distração para as pessoas tentarem esquecer seus amores frustados. E eu aqui pedindo socorro. E ninguém consegue ver o desespero em meu olhar. Adeus. Não vou mais brincar de gato e rato. Tom e jerry não me atrai mais definitivamente. Não me importo mesmo.

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