Alone in the enola.

As pessoas andam em grupos pra afastar a solidão. Bobagem! A solidão é permanente e ocupa todo os ser. E ela aflora na escuridão, longe da orda.

Com os pés na areia vejo todos passarem rindo, sorrindo, e é tudo passageiro. Fico imaginando o que se passa na cabeça dos outros, acabo rindo também. A solidão me acompanha, ri comigo anda comigo. Me pede um cigarro. Mais um trago. Lá na frente uma igreja. Casamento. Todo aquele papo de solidão denovo. Noiva feia, haja photoshop.

Continuo andando, mais um trago e mais uma vez repito comigo “Sorriu tentando controlar a própria loucura” mais ou menos assim uma frase do cainho, senti o gosto dos morangos mofados na minha boca. Me canso das pessoas, ando na avenida no sentido contrário dos carros.

Adrenalina! O vento batendo nos cabelos, faróis acesos perto de mim, ouço todos os tipos de xingamentos. Característica típica de cidade grande. Mais um trago mais cainho, volto pra casa e fico na janela, só observando eu me cansar gradativamente das pessoas, de todas elas.

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